Três formatos para comemorar os 30 anos com recurso de lei de incentivo. Todos desenhados para o artigo 18 — que devolve 100% do valor ao patrocinador.
1996 — 2026
Uma trajetória dessas não é só resultado esportivo. É memória de uma cidade — e memória é exatamente o que a Lei Rouanet financia.
O Marreco Day, em Francisco Beltrão, é a referência que o Marco trouxe. Levantamos mais seis casos de aniversário de clube. O padrão se repete nos sete.
Agosto de 2026. Dia inteiro em volta do ginásio: manhã infantil, tarde de samba, Molejo à noite e clássico contra o Pato. Entrada franca, praça de alimentação, milhares de pessoas.
O caso mais parecido com o de vocês. Jogo dos Craques com Falcão, Lenísio e Chico de volta à quadra, mais show, food trucks e espaço infantil.
Carlos Barbosa esticou o cinquentenário por mais de vinte eventos no ano, com monumento na cidade e uma calçada da fama para os ídolos do clube.
O artigo 18 devolve 100% do valor patrocinado. O artigo 26 devolve de 30% a 40%. Quem decide isso é o segmento cultural da ação principal do projeto.
Se o projeto for lido como evento esportivo, o jogo e a estrutura da festa ficam de fora do orçamento aprovado. Sobra só a parte artística.
As duas travas abrem com a mesma chave. Construído como registro e preservação da memória do clube — e não como a festa de um time —, o projeto cabe no artigo 18 e leva o dia inteiro junto.
O objeto passa a ser o acervo, a pesquisa e o registro dos 30 anos. O jogo e a festa entram como difusão desse acervo, não como o fim do projeto.
O patrocinador deduz 100% em vez de 30%. E a estrutura do evento entra no orçamento em vez de sair do caixa do clube.
Pesquisa de verdade, depoimentos coletados, acervo catalogado. Não basta declarar no papel — tem que acontecer na execução.
A lei não exige que seja instrumental. Música regional é a que reflete as tradições de uma região, ou que a região recebeu e passou a interpretar. No Oeste do Paraná, a tradição gaúcha trazida pela migração é documentável — e cantada entra no artigo 18.
Um show popular de peso pode estar no projeto, desde que não seja a maior ação cultural do orçamento. O Manual do Proponente pede o detalhe de apresentações, minutagem e cachê por estilo. É controle de planilha, não impedimento.
Nos três caminhos a seguir os valores já vêm com as camadas somadas. Como o evento é de entrada franca, o limite de R$ 300 por pessoa beneficiada não se aplica.
Todos cabem na faixa de R$ 350 a 500 mil. O que muda entre eles é qual ação cultural sustenta o enquadramento — e quanto legado fica na cidade depois que a festa acaba.
A ação principal é a exposição dos 30 anos — camisas, troféus, fotos e a linha do tempo dos títulos. Exposição de artes visuais é segmento do artigo 18 por si só, então o enquadramento não depende de nenhuma regra secundária.
A ação principal já é elegível direto. Nenhum remanejamento de orçamento durante a execução consegue virar o enquadramento.
A exposição roda em três pontos da cidade — ginásio, um shopping e escolas da rede pública. O evento de lançamento tem show de encerramento e a entrega do livro. No fim, o acervo é doado a uma instituição pública de Cascavel.
Aqui a ação principal é a própria festa dos 30 anos: praça de alimentação, área infantil, Jogo dos Ídolos e palco. Para produtos do tipo Festa, o enquadramento não segue a ação principal — segue a ação cultural de maior valor dentro dela. A exposição ocupa esse lugar.
Palco, som e estrutura ficam na produção da festa, não dentro do show. É isso que mantém a exposição como a maior ação cultural do começo ao fim.
É a que comporta o show nacional de maior porte e o público mais amplo — e a que mais se parece com o que o Marreco fez em agosto.
O objeto passa a ser o registro e a salvaguarda da memória do clube: pesquisa histórica, depoimentos em vídeo, documentário, livro e memorial permanente. É o único caminho que responde de frente à trava do caráter esportivo, porque é literalmente memória.
Patrimônio cultural é a única tipicidade sem limite de orçamento. Se o projeto crescer no ano que vem, ele cresce sem trocar de moldura.
É a opção que dá mais trabalho: pesquisa, entrevistas e produção audiovisual acontecem meses antes da festa. Exige que a ADECCA abra o arquivo e mobilize ex-atletas.
| A · O AcervoR$ 350 mil | B · A FestaR$ 430 mil | C · A MemóriaR$ 500 mil | |
|---|---|---|---|
| Ação principal | Exposição | Festa dos 30 anos | Salvaguarda da memória |
| Segmento do art. 18 | "d" · artes visuais | "d" por preponderância | "g" · patrimônio |
| Risco de enquadramento | Baixo | Médio · exige controle | Baixo |
| Teto da tipicidade | R$ 6 milhões | R$ 15 milhões | Sem teto |
| Show nacional cantado | Cabe · porte menor | Cabe · porte maior | Cabe · porte menor |
| Legado após o evento | Acervo doado | Registro do dia | Memorial + documentário |
| Trabalho de execução | Menor | Médio | Maior |
A escolha entre as três não é técnica. É sobre o que a ADECCA quer que sobre depois que a festa acabar.
Se fotos, camisas e troféus já estão reunidos, qualquer opção anda rápido. Se está tudo espalhado, a opção C paga essa organização dentro do próprio projeto.
A Festa entrega público concentrado num sábado. A Memória entrega presença do patrocinador em documentário, livro e memorial — por anos.
Pesquisa, entrevistas e produção audiovisual exigem equipe meses antes do evento. Vale definir quem faz isso do lado da ADECCA.
R$ 350 mil e R$ 500 mil não buscam o mesmo perfil de empresa. A escolha da opção começa por essa resposta.
Escolher a opção com a diretoria da ADECCA.
Confirmar acervo, local e o patrocinador-alvo.
Conferir áreas e segmentos disponíveis no Salic.
Montar a proposta e o orçamento analítico.
Protocolar e abrir a captação.
Trinta anos não se comemoram só num sábado.
Se comemoram deixando registro.